Kodak: as ameaças de um negócioO melhor remédio foi e sempre será avaliar os cenários antes de tomar decisões ou pior ainda, ignorar as ameaças | ||
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A centenária Kodak, outrora líder inconteste do mercado fotográfico, pediu concordata na semana passada com o objetivo de sanar uma dívida de quase sete bilhões de dólares. Vítima do próprio sucesso, não conseguiu realinhar seu modelo de negócios, sucumbindo à tecnologia digital. Apesar dos esforços no lançamento de novos produtos, venda de ativos e corte de despesas, o fato é que sua imagem está e sempre estará ligada a fotografia analógica, tal como conheceram os amantes da fita cassete, do vinil e do rádio de gaveta. Uma época mais romântica, a qual começava com a escolha da marca do filme, número de poses - 12, 24 ou 36 - assim como a asa para os mais entendidos. Inseri-lo na máquina exigia também certa habilidade. Em uma viagem, não raro tínhamos que procurar pontos de venda de filmes, quase tão banais quanto encontrar cigarros. A primeira missão na volta era revelá-los, cuja empolgação era quase igual a do embarque. Enfim o grande dia, reunir a turma para rir e compartilhar os bons momentos vividos. Em todas as etapas, desde a compra do filme, revelação e impressão das fotos, a marca Kodak estava presente. Seu domínio e verticalização era tamanho, que acredito poucos consigam citar o nome de mais de um concorrente. Centenas de milhares de funcionários envolvidos nesta operação, nos mais diversos departamentos e unidades de negócios, às vezes por décadas, em todo o globo. Para estes indivíduos, acreditar no fim da fotografia como conheceram era algo insano, assim como apregoou Theodore Levitt em seu artigo: miopia de marketing, sobre os magnatas das ferrovias, os quais nunca imaginaram que seus brinquedos pudessem ser ultrapassados por outros meios de transporte. O planejamento tem algumas ferramentas, as quais podem ser utilizadas para a análise de cenários, dentre as quais trago a matriz de incertezas estratégicas, a qual categoriza em quatro quadrantes os riscos futuros, classificando-os conforme seu impacto e probabilidade de ocorrência. Vejamos, começando do menor para o maior, concentrando-se naqueles com alto impacto. Baixa probabilidade e impacto: devem ser monitorados periodicamente pela empresa, porém sem maiores investimentos. Alta probabilidade e baixo impacto: além do monitoramento, uma análise mais profunda deve ser necessária, porém sem necessidade de implementá-las. Baixa probabilidade e alto impacto: monitoramento, análises e estratégias de contingência devem ser desenvolvidos. O setor de turismo e o real valorizado, assim como as exportações de commodities e o crescimento da China, talvez ainda aproveitem de longos períodos de bonança, porém serão seriamente impactados, em caso de mudanças macroeconômicas mais severas. Alta probabilidade e alto impacto: além das ações anteriores, estratégias de reação e criação de forças-tarefa podem ser necessárias. Software livre, computação em nuvem, smartphones, aplicativos e desenvolvedores estão mexendo com a Micosoft, a qual apesar do monopólio do Windows, corre para reduzir o atraso nestas tecnologias. Quem esteve em uma lanchonete do Mc Donald’s nos últimos tempos pode ter se surpreendido com a oferta de produtos saudáveis, tais como saladas e frutas. Sinal dos novos tempos. Voltemos algumas décadas no túnel do tempo. Uma reunião de planejamento na antiga Kodak poderia colocar a então incipiente tecnologia digital como baixo impacto, talvez como alta probabilidade. O envolvimento até o pescoço com a tecnologia vigente, o medo de perder o emprego e a soberba - característica típica dos líderes de mercado - pode ter sido alguns dos motivos para que deixassem passar a janela de oportunidade, representada pela fotografia como hoje conhecemos. Chorar pelo leite derramado não mais resolverá. O melhor remédio foi e sempre será avaliar os cenários antes de tomar decisões ou pior ainda, ignorar as ameaças. * Marcos Morita é mestre em Administração de Empresas, professor da Universidade Mackenzie e professor tutor da FGV-RJ. Especialista em estratégias empresariais, é colunista, palestrante e consultor de negócios. Há mais de quinze anos atua como executivo em empresas multinacionais. |
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Engenheiros do Facebook, Twitter e MySpace se unem para desafiar o Google
Empresas desenvolvem um software de código aberto para competir com o Plus Your World, a nova ferramenta de pesquisa do Google | ||
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Um exemplo recente ocorreu no começo do mês, quando o microblog se declarou contra o novo mecanismo de busca do Google, o Plus Your World. Apesar da novidade ter sido vista com bons olhos para alguns, o Twitter descreveu as alterações como ruins para os consumidores e empresas e conteúdo da web, tornando mais difícil o acesso a notícias. Para quem não sabe, o Plus Your World funciona da seguinte forma: hoje, você depende muito de páginas públicas, criadas por qualquer pessoa. A ideia do Google é manter essa capacidade, mas indexando também conteúdos de seus amigos em redes sociais relacionados ao termo buscado. Em outras palavras, se procurar por um determinado produto ou local, postagens de seus amigos no Facebook ou no Plus, relacionadas ao que foi procurado, também estarão nos resultados, em uma guia separada. O problema é que existe a possibilidade do Google manipular e priorizar o resultado das pesquisas para as páginas do Google+, ou produtos e programas da companhia - o que levou até a uma investigação do governo americano para saber se essa prática viola as leis antitruste. Agora, para fechar ainda mais o cerco contra essa novidade, engenheiros do Twitter, Facebook e MySpace têm trabalhado em conjunto para fornecer aos internautas um aplicativo de pesquisa muito mais preciso e social. Uma versão de testes do software está disponível no endereço FocusOnTheUser.org, que dá acesso a próprios algoritmos de busca do Google, mas também a resultados mais populares, sejam eles do Twitter, Facebook ou qualquer outra rede social. "O quanto melhor seria fazer buscas pelas redes sociais se o Google mostrasse o resultado de todas elas? Criamos uma ferramenta que usa a própria média de relevância do site - o ranking das buscas orgânicas - para determinar qual conteúdo social deve aparecer nas áreas onde os resultados do Google+ estão pré-determinados", diz um texto no Focus On The User. De acordo com os criadores, o código do serviço será aberto para que qualquer pessoa possa usá-lo e melhorá-lo. Abaixo você assiste a um vídeo com algumas demonstrações do que o software desenvolvido em parceria pelo Facebook, Twitter e MySpace pode fazer: |
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Criei uma startup, e agora? Como fazê-la crescer e gerar dinheiro?
Saiba quais os caminhos que existem para que sua empresa embrionária cresça, se desenvolva e comece a dar os primeiros passos sozinha | ||
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Segundo a gerente de relacionamento com startups da Microsoft, Silvia Valadares, as bandas de rock deram lugar às startups. Se antes haviam empresários em busca de talentos musicais, hoje existem investidores atrás de empresas nascentes com alto grau de inovação e grande potencial de crescimento. "Existem mais de 400 incubadoras no país, isso sem falar nas aceleradoras", comenta. Para quem não sabe, as incubadoras são empresas que buscam apoiar as startups para fomentar um setor que precisa de expansão. Normalmente elas se aproveitam de verbas públicas em editais tanto para si próprias como também para as microempresas incubadas. Para quem possui um modelo de negócios mais tradicional, além de um plano de negócios, as incubadoras são ótimas opções, pois permanecem trabalhando a startup por um período de cerca de três anos até a companhia embrionária andar com suas próprias pernas. Já as aceleradoras, como o nome sugere, busca um crescimento rápido e não se foca em uma necessidade prévia como as incubadoras. Estas empresas acreditam mais na ideia e no conceito e acabam contando com capital privado. Ou seja, elas funcionam mais como mentoras. "Dependendo do seu negócio vale a pena buscar por uma ou outra, além de fazer sua parte se candidatando em competições de empresas privadas ou programas de governo. A Microsoft iniciou um projeto que vai implantar seis aceleradoras pelo Brasil. As cidades escolhidas foram o Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Salvador, Porto Alegre e Natal", diz. Há ainda os "anjos", nome dado às empresas que fazem investimentos de alto risco em startups. No geral, estes anjos injetam até R$ 1 milhão nas empresas iniciantes em troca de uma participação nos negócios. A diferença é que além do dinheiro, a empresa trabalha ativamente para desenvolver a startup procurando parceiros e clientes. Na mesma linha, o "capital semente" é como uma fonte de recursos para empresas que já possuem produtos ou serviços no mercado e um mínimo de faturamento. As startups que já estão mais desenvolvidas podem contar com apoio para internacionalização, publicidade, marketing, coaching e outras assessorias que ajudam no crescimento da companhia. Após a ajuda de um anjo ou "capital semente", é chegada a hora de buscar por um "venture capital". Quando a empresa está pronta para se tornar uma companhia e deixar o status de startup, as venture capitals investem de US$ 2 a US$ 10 milhões para que a empresa decole de uma vez. "Existem milhões de empresas surgindo por meio de aceleradoras e incubadoras. Na maioria das vezes não é preciso nem ter um espaço físico, basta ter um mentor ou empresas que prototipam a ideia e ajudam a vendê-la no mercado", conclui. Além da Microsoft, o Buscapé, Telefônica, Intel, IBM e muitas outras companhias de tecnologia realizam concursos de empreendedorismo para fomentar a inovação no Brasil. Você tem um projeto em mente e não sabe como iniciar? Increva-se em concursos e procure empresas que podem te auxiliar nesse começo. Se sua ideia tiver potencial, tenha certeza de que vai chover anjos por aí. |
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