Para a diretora-executiva da Quality Training, Marisa Ayub, o profissional deve evitar ao máximo conversas sobre a sua religião e seus compromissos religiosos. “Este tipo de assunto não é adequado no ambiente de trabalho. Uma coisa é a fé, a outra é o trabalho”, explica.
Marisa afirma também que não é indicado ter sobre a mesa de trabalho objetos relacionados à religião, como imagens de santos, a bíblia, calendários, canetas, agendas, entre outros. Já a headhunter da De Bernt Entschev, Renata Perrone, acredita que não tem problema ter alguns destes itens, entretanto, ele deve ser limitado ao espaço físico que a pessoa ocupa na empresa, ou seja, à sua sala ou mesa.
“A pessoa até pode demostrar a sua fé, mas tem de existir um limite. Por exemplo, se ele gosta de rezar antes de uma reunião, ele pode fazer isso, mas em silêncio”, diz. Ela acrescenta ainda que o profissional não deve jamais tentar converter o colega durante o horário do expediente
Compromissos religiososSobre ter algum tipo de compromisso ou “regra” que tem de cumprir por causa de religião, é fundamental que, antes de ser contratado, que o profissional converse com o recrutador sobre o assunto, assim ele decidirá se o perfil do candidato se encaixa na vaga de emprego.
De acordo com a especialista, a religião pode ser citada no processo de seleção, mas de uma maneira discreta e no momento pertinente. “Ele pode dizer que vai à igreja nas suas horas de folga, mas não é preciso se alongar muito no assunto”.
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