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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Empresários investem em design e mudam produção de roupas no ES


Meta é tornar a moda capixaba conhecida em todo o país.

Projeto é coordenado pelo Sebrae e atende quase 200 empresas.

Do PEGN TV
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Inovação no mundo da moda. No Espírito Santo, empresários investem em design e mudam o sistema de produção de roupas. A meta é tornar a moda capixaba conhecida em todo o país.
A moda do Espírito Santo quer mais espaço nas vitrines. No estado, as criações dos estilistas já são um sucesso de vendas.

O Estado tem 1.300 confecções que empregam 24 mil pessoas e produzem 60 milhões de peças por ano. Mas esses números correspondem a apenas 2% do mercado de roupas nacional. Agora existe um projeto para aumentar essa participação. E o ponto de partida é a região de Colatina, o oitavo maior pólo de moda brasileiro.

O projeto de desenvolvimento da moda capixaba é coordenado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e atende quase 200 empresas.

“A gente trabalha na parte financeira, na parte produtiva, parte de recursos humanos. São os três pilares”, afirma Carla Bortolozzo, do Sebrae em Vitória.
Quem aproveitou essas consultorias foi Ismael Avancini. Ele é dono de uma fábrica de roupas masculinas e femininas. “Os produtos oferecidos atingem o mercado classe A e B. Não são produtos baratos, mas são produtos com grande qualidade e um valor agregado acessível ao mercado”, diz.

Depois que o estilista cria uma peça. O equipamento imprime a ilustração que depois é colocada no tecido. A inspiração para criar esses modelos vem dos maiores eventos de moda do Brasil. Os estilistas da confecção aproveitam os grandes desfiles para participar de cursos e palestras sobre tendências e novos materiais.
“A gente briga com o mesmo conhecimento. A mesma capacidade que eles têm de criar a gente também tem com esses eventos de moda que a gente pode participar”, diz Avancini.

A estratégia deu bons resultados. As 20 mil peças produzidas mensalmente são vendidas em 1.500 lojas. Com o projeto, o faturamento aumentou 15%. Para garantir um crescimento contínuo, a empresa aposta na criatividade. “A moda muda diariamente. E aí os estilistas têm que estar muito antenados com o que tá acontecendo, com o que as pessoas estão vestindo”, ressalva o empresário.

Inovação
Também é preciso inovar no sistema de fabricação. Foi o que descobriu outra confecção de Colatina. Os empresários Luiz Carlos Guidoni e Róbson Laurindo Santos utilizam um método chamado de moulage pelos franceses e draping pelos ingleses.

É uma técnica tridimensional onde a modelagem é feita diretamente no manequim. O sistema agiliza a produção porque elimina testes de peso, elasticidade e caimento dos tecidos.

Nesse trabalhado os estilistas podem explorar cada tipo de corpo. Testar o volume dos tecidos e descobrir as imperfeições antes da roupa chegar a máquina de costura. “A gente tem tido muito mais aceitação. Os encaixes no corpo físico... O caimento é muito melhor”, afirma Laurindo Santos.

Os empresários seguem as informações de moda. Para criar duas coleções por ano, cada uma com 400 modelos, eles participam de feiras e eventos patrocinados pelo Sebrae. “Na feira você tem muitos contatos. Ás vezes, as vendas não se efetivam nas feiras. Mas elas acontecem no decorrer do ano, no decorrer do período”, explica Guidoni.

E essa divulgação fica mais intensa durante um evento promovido pelo Sebrae no Espírito Santo, o Vitória Moda Show. E os números podem melhorar no futuro. Uma consultora do Sebrae ajuda os empresários a implantar um programa chamado PCP, Planejamento e Controle de Produção.

Hoje, 85% das roupas produzidas no ES são vendidas fora do estado. E o Sebrae quer aumentar esse percentual. “A idéia é a gente levar a moda capixaba (...) com todo o seu potencial e a sua qualidade, para o mercado nacional”, afirma Carla, do Sebrae.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Mantega promete novas medidas para aquecer o setor têxtil


SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostrou-se preocupado com a situação do setor têxtil em reunião com empresários da indústria, nesta sexta-feira. “Todo o crescimento do consumo foi abastecido por importações em 2011”, disse Mantega. Segundo levantamento da Associação da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), entre janeiro e outubro o consumo subiu cerca de 14% e as vendas da indústria caíram 16%. Nesse mesmo período as importações cresceram 38%.

Segundo Mantega, algumas medidas devem ser anunciadas até o fim deste ano para reaquecer a atividade do setor. Entre as ações já adotadas pelo governo o ministro citou o aumento do capital de giro, com linhas do BNDES, e a desoneração da folha de pagamento de confecções. Mas ainda não são satisfatórias, reconheceu. “Vamos estudar outras medidas para garantir que a indústria continue gerando empregos.”
O ministro explicou que esse é um dos setores mais atingidos pelo agravamento da crise mundial, e a indústria manufatureira está em busca dos mercados emergentes, sendo o Brasil um dos principais alvos. “Não podemos permitir que a indústria têxtil deixe de produzir e se torne importadora”, afirmou. Segundo Mantega, o governo também vai prestar mais atenção às operações de triangulação e combater a importação legal com preços rebaixados, para o que foi alertado pelos empresários da Abit.
O plano Brasil Maior, apresentado pelo governo em agosto como medida para aumentar a competitividade da indústria, ainda não agradou aos empresários, mas segundo o ministro isso é uma questão de tempo. Mantega disse que a Fazenda está estudando se há necessidade de ampliar a desoneração da folha de pagamento e afirmou que o aumento da disponibilidade de crédito, barateando o custo financeiro para as indústrias, já contribuiu para o aquecimento da atividade econômica.
(Carlos Giffoni | Valor)

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

FMI pode oferecer à Itália ajuda financeira


Por Dow Jones Newswires
MILÃO - O Fundo Monetário Internacional (FMI) pode oferecer à Itália uma ajuda financeira entre  400 bilhões de euros e  600 bilhões de euros, para dar ao primeiro-ministro italiano Mario Monti uma janela de 12 a 18 meses para implementar reformas capazes de restauras a confiança dos mercados na capacidade da Itália de pagar suas dívidas, informou ontem o jornal “La Stampa”, citando fontes do FMI.
 O “pacote Itália” do FMI consistiria de empréstimos a uma taxa de juro entre 4% e 5% ao ano, comparado com os 7% a 8% que o país pagou no seu mais recente leilão de títulos, a reportagem afirma.
 O “La Stampa” relata que o agravamento da crise da dívida da Europa, que aumentou a pressão sobre os títulos da França e da Bélgica e fez com que um leilão de “bunds” alemães não alcançasse demanda suficiente na semana passada, está fortalecendo a convicção no FMI de que a Itália é o país que precisa de ajuda urgentemente para evitar uma ruptura do euro.
 O FMI quer dar a Monti uma nova carta para jogar caso as reformas sejam insuficientes para dissipar a especulação financeira, cita o jornal.
 Mario Monti deve apresentar suas reformas em 5 de dezembro, de acordo com diversos jornais italianos.
Qualquer socorro do FMI para a Itália seria tão grande que precisaria ser feito em coordenação com outras instituições, diz o “La Stampa”, sem mencionar de onde viriam os recursos.
(Dow Jones Newswires)

domingo, 27 de novembro de 2011

Poluição crônica avança sobre praias badaladas de SP


Praias badaladas do litoral entre Santos e Rio estão se tornando vítimas do esgoto levado pelos rios, informa reportagem de Eduardo Geraque publicada na edição deste domingo daFolha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Famosas por serem "points" de surfistas e público descolado, praias como Itamambuca, em Ubatuba, Tabatinga, em Caraguatatuba, têm recebido classificação ruim da Cetesb (Companhia Ambiental de SP) em alguns trechos.
A principal fonte de contaminação é o esgoto jogado em rios, que podem levar banhistas a desenvolver de diarreia a hepatite.
As prefeituras das cidades litorâneas afirmam que a tendência em relação à qualidade da água é de melhora, mas que investem em saneamento e fiscalizam irregularidades.
Joel Silva/Folhapress
Praia de Itamambuca, no norte de Ubatuba; canto direito será avaliado pelo quarto ano como ruim pela Cetesb

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Homens caem em mais golpes na Internet do que mulheres


Um estudo realizado pela companhia de softwares antivírus, Bitdefender, obteve resultados no mínimo interessantes. Segundo a pesquisa, homens são mais suscetíveis a serem enganados do que mulheres quando se trata de golpes aplicados pela Internet.
Facebook Privacy Settings (Foto: Reprodução/TechTudo)Homens tendem a ser menos cuidadosos com seus dados pessoais (Foto: Reprodução/TechTudo)
Para chegar a tal conclusão, a Bitdefender usou como indícios alguns dos comportamentos que poderiam deixar usuários mais vulneráveis. Assim, a companhia avaliou, de forma preliminar o número de pessoas que aceitava pedidos de amizade de completos estranhos noFacebook. As mulheres recusaram em 64,2% das vezes, enquanto os homens o fizeram em apenas 55,4% das ocasiões. Embora ambos os números sejam altos, trata-se de uma diferença considerável.
Ainda segundo a empresa, homens se sentem muito mais tentados a acrescentar alguém estranho a sua lista de amigos caso o perfil, muitas vezes falso, venha acompanhado de fotos de uma mulher bonita. Para um número maior de mulheres, por outro lado, ser adicionada por um homem bonito não foi realmente uma tentação irresistível.
Dois outros pontos também mostraram homens como os menos cuidadosos online. Do total, 25% deles permitiam que estranhos tivessem acesso aos dados do seu perfil e atualizações, comparados com apenas 16% das mulheres. Além disso, a análise mostrou que eles tendem a revelar sua localização exata de tempos em tempos, com uso de aplicativos como o Foursquare ou mesmo especificando a sua cidade natal, muito mais do que elas.
Para o gerente de segurança da Bitdefender, George Petre, a diferença pode ser atribuída ao fato de que as mulheres são naturalmente mais cautelosas. "Homens se expõem a riscos mais do que mulheres, especialmente quando se trata de aceitar pedidos de amizades de pessoas desconhecidas [em redes sociais]", completou.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Google cria laboratório secreto para testar "projetos impossíveis"


Uma nova iniciativa do Google tem ares de ultrassecreta. Ao que parece, a companhia vem trabalhando em ideias tidas como impossíveis em um laboratório em Mountain View, na Califórnia. Chamado de Google X, o centro tem como foco projetar o que seria a nossatecnologia do futuro.
Sede do Google (Foto: Reprodução/Håkan Dahlström)Google estaria trabalhando secretamente em ideias revolucionárias (Foto: Reprodução/Håkan Dahlström)
Fontes entrevistadas pelo The New York Times garantem que uma parcela muito pequena de funcionários do Google tem acesso ao laboratório. A maioria dos projetos propostos ainda está em fase conceitual, sem perspectivas de se tornar realidade. Um dos produtos pensados peloGoogle X, porém, pode ser lançado ainda este ano, embora não se saiba ainda do que se trata.
Um porta-voz da empresa, Jill Hazelbaker, recusou-se a falar sobre as operações, quando questionado. Por outro lado, o funcionário fez questão de confirmar que há uma preocupação grande com a questão e que investir neste tipo de projeto é uma "parte importante do DNA do Google". Rumores ainda dão conta de que Sergey Brin, um dos cofundadores da companhia, está bastante envolvido com o laboratório.
E o que seriam esses projetos? Bem, dado ostatus ultrassecreto do que vem sendo feito por lá, não existe certeza. Mas as tais fontes - igualmente misteriosas - falam principalmente de robôs e de tecnologia para integração de eletrodomésticos comuns à Internet. Se tudo correr como o esperado, conheceremos uma breve parcela dessas ideias "impossíveis" em algumas semanas.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Marketing para Micro e Pequenas Empresas



Deiseane Ruy da Rós Almeida
Sebrae/ES
Introdução
Marketing é toda atividade dirigida para a satisfação das necessidades e desejos do
consumidor, tais necessidades e desejos são satisfeitos mediante a compra de
produtos e serviços, esta compra pode ser impulsionada por uma necessidade
fisiológica (alimentação, abrigo, frio) ou psicológica (status, segurança, diversão,
etc.). Conhecendo e estudando estas motivações ao consumo, as empresas procuram
produzir bens e serviços que atendam ao público-alvo. É através do Marketing que as
empresas vão conseguir conquistar e fidelizar seus clientes.
O Marketing conta com quatro instrumentos básicos de ação:
•  Produção de bens e serviços que atendam aos desejos do público;
•  Escolha do preço certo para estes produtos;
•  Distribuição eficiente e ágil;
•  Comunicação com o público (propaganda na mídia impressa, eletrônica,
promoção em pontos-de-venda, sorteios, brindes, merchandising, mala-direta,
etc)
Consciente do aumento da concorrência, as empresas vêm valendo-se de técnicas
de Marketing cada vez mais modernas para atrair o consumidor final. O marketing
está em todas as áreas. Não é à toa que, ao caminharmos pelas ruas vemos
tantos cartazes, folhetos, outdoors. Nas televisões, assistimos a comerciais cada
dia mais sofisticados, criativos, apelativos. Lojas, revistas e jornais promovem
cada vez mais sorteios, descontos, oferecem brindes. Contratos milionários são
fechados entre empresas e personalidades do esporte, das artes. Até políticos
preocupam-se em cuidar da sua imagem com a ajuda de especialistas em
Marketing Político. Sem esquecer do Marketing Pessoal, presente no dia-a-dia de
todos nós, quando vamos fazer uma entrevista de emprego ou expor um trabalho,
por exemplo.
Marketing é a área do conhecimento que engloba todas as atividades concernentes
às relações de troca, orientadas para a satisfação dos desejos e necessidades dos
consumidores. "É tão somente entender a necessidade e os anseios dos
consumidores e fornecer produtos (bens ou serviços) compatíveis com tais
necessidades e anseios”.
COMPOSTO DE MARKETING
O composto de marketing, também chamado de 4P's, é o conjunto de instrumentos à
disposição do administrador para implementar uma estratégia de marketing.
Observe que os 4P's representam a visão que a empresa vendedora tem das
ferramentas de marketing disponíveis para influenciar compradores. Do ponto de vista
da empresa compradora, cada ferramenta de marketing é projetada para oferecer um
benefício ao cliente. Robert Lauterborn sugeriu que os 4P's do vendedor
correspondessem aos 4C's dos clientes. 4P's ---------------------4C's
Produto------------------Cliente (solução para o)
Preço--------------------Custo (para o cliente)
Praça(Pontos de Venda)---Conveniência
Promoção-----------------Comunicação
Empresas vencedoras serão as que conseguirem atender às necessidades dos clientes
de maneira econômica e conveniente, com comunicação efetiva.
PRODUTO
Para satisfazer os desejos dos consumidores, os produtos estão passando cada vez
mais a serem acompanhados de um "algo mais" que facilite a venda. Serviço pósvenda, garantia, assistência técnica, telefone para consultas, brindes, etc.
Um produto é algo que pode ser oferecido a um mercado para satisfazer uma
necessidade ou desejo. Os produtos comercializados incluem bens físicos, serviços,
experiências, eventos, pessoas, lugares, propriedades, organizações, informações e
idéias.
Ao planejar sua oferta ao mercado, o profissional de marketing precisa pensar em
cinco níveis de produto. O benefício central é o benefício fundamental ou serviço que o
cliente está realmente comprando. No segundo nível, o profissional de marketing deve
transformar o benefício central em um produto básico.
Leia mais :http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/3975DADC185844A103256D520059B84F/$File/202_1_arquivo_marketingmpe.pdf

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Jovem universitário procura: apartamento bom e barato


No fim de ano, intensa procura por imóvel nas proximidades das universidades ajuda a pressionar o preço dos aluguéis

Hugo Passarelli, do Economia & Negócios
SÃO PAULO - O vestibular não foi o único desafio para Camila Ferreira Adriano, 23, na hora de se preparar para uma carreira. Depois de conseguir a vaga no curso de Fonoaudiologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ela precisou de muito empenho e paciência para encontrar uma moradia boa e barata próxima à faculdade.
A espera foi longa. Só agora, no último ano do curso, ela encontrou um local na Vila Clementino em condições que cabiam no seu orçamento. "É um bairro universitário, só que é super caro. Não temos auxílio moradia da faculdade", afirma. Ela conta que passou três anos indo e voltando diariamente à sua cidade, São Bernardo do Campo, gastando, no mínimo, três horas no trânsito.
Ela explica que, devido à dificuldade de achar um imóvel que coubesse no orçamento, a procura chegou a ser interrompida diversas vezes. Foi num desses períodos que Camila conseguiu um auxílio transporte oferecido pela faculdade. "Com a comprovação de renda consegui a ajuda que acabou pagando meu transporte nesse período".
A universitária explica que o seu caso foi o mesmo de diversos amigos, que moravam em bairros distantes ou em cidades vizinhas da Grande São Paulo e se submetiam a ir e voltar todo dia. Para todos eles, o alto valor das locações sempre foi um impeditivo para vencer o desafio de encontrar um lugar para morar próximo à faculdade.
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domingo, 20 de novembro de 2011

Alta procura faz salário de engenheiro subir 20%



Universidades não conseguem formar profissionais suficientes para atender à alta da demanda, puxada por investimentos públicos e privados


A escassez de engenheiros vem pesando no bolso das empresas. O salário médio na área de engenharia subiu entre 15% e 20% neste ano, de acordo com um levantamento feito pela consultoria Michael Page a pedido do ‘Estado’. Um profissional recém-formado em universidades conceituadas consegue ocupar vagas com salários entre R$ 4.000 e R$ 5.000 no primeiro emprego, afirma o diretor da consultoria, Augusto Puliti.
O incremento nos salários é um reflexo da expansão do emprego no setor, puxada pelos investimentos privados e públicos feitos no Brasil nos últimos anos. O número de vagas abertas para o ramo de engenharia aumentou entre 20% e 30% neste ano em relação a 2010, segundo a Michael Page. Como a quantidade de engenheiros formados não cresce na mesma proporção, há uma disputa por mão de obra.
A Petrobrás, por exemplo, contratou 3.100 engenheiros de 2008 até setembro deste ano. Dos 58 mil funcionários da empresa, 11,5 mil ocupam cargos de engenharia e outros 1.225 empregos devem ser adicionados à área até 2013.
Para contratar novos profissionais ou reter talentos, as empresas tiveram de pagar mais. Na Engevix, por exemplo, o custo médio do salário de um engenheiro subiu 40% em quatro anos, afirmou o presidente da companhia, Cristiano Kok.
Na consultoria de projetos de engenharia Maubertec, o custo para contratar novos profissionais subiu 10% em termos reais - uma expansão da ordem de 27% em valores nominais. "As empresas menores buscam os engenheiros na faculdade para treinar. Mas o mercado está comprando gente. É difícil segurar os profissionais", diz o empresário José Roberto Bernasconi, sócio da Maubertec.
As obras de infraestrutura previstas para o Brasil devem acirrar a briga por profissionais qualificados. A estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é que serão necessários 500 mil engenheiros para executar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Além de concorrer entre si, as empresas de engenharia também disputam profissionais com outros setores, principalmente o mercado financeiro. Dos cerca de 750 mil engenheiros em atividade no Brasil, só 30% trabalham como assalariados na área, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). "A engenharia foi uma profissão desvalorizada nos anos 80 e 90. Muitos profissionais acabaram migrando para outras áreas", diz o presidente do Instituto de Engenharia, Aluizio Fagundes.
Sem oferta
Agora que o mercado de infraestrutura e tecnologia se aqueceu, a tendência é que os salários continuem a subir nos próximos anos. O motivo é que as universidades brasileiras formam menos engenheiros do que o número de vagas criadas em um ano.
Atualmente, o Brasil forma 35 mil engenheiros por ano, de acordo com dados de 2009 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que considera apenas os cursos com o nome de Engenharia. Mas o País deve abrir cerca de 100 mil vagas para engenheiros por ano até 2016, pelas estimativas do Instituto de Engenharia.
Porém, na hora de contratar, as empresas não buscam apenas profissionais com curso superior em engenharia. "Elas querem pessoas formadas em boas faculdades, com visão de negócios e com domínio de língua estrangeira", diz o consultor da Michael Page.
Dos 35 mil engenheiros formandos, um quarto estudou em cursos mal avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). E a maioria não fala inglês.

sábado, 19 de novembro de 2011

Segunda revolução da música digital começa a chegar ao Brasil


MARINA GAZZONI, RENATO CRUZ - O Estado de S.Paulo
Baixar música da internet é coisa do século passado. O mercado brasileiro começa a viver a segunda revolução da música online, em que os downloads dão lugar a serviços de streaming, que oferecem ao cliente acesso ilimitado a um portfólio de áudio por uma assinatura mensal.
Os arquivos ficam armazenados "na nuvem", em servidores de internet em algum lugar, sem que as pessoas tenham de baixá-los. O serviço de streaming movimentou US$ 532 milhões no mundo todo em 2011, um volume equivalente a cerca de 8% do mercado de música online, segundo estimativas da consultoria Gartner. Mas, até 2015, o streaming vai mais que quadruplicar. Os serviços de assinatura devem faturar US$ 2,2 bilhões e responder por cerca de 30% do faturamento do setor, que deve chegar a US$ 7,7 bilhões.
O Brasil ainda está atrasado nesse processo. Enquanto no mundo todo os serviços digitais correspondem a 29% do faturamento do mercado fonográfico, no Brasil eles somaram apenas 15% em 2010, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Disco (ABPD). "O potencial é altíssimo. Principalmente pelo aumento do número de usuários de internet e pelo o fato de que os maiores serviços de download e streaming de música em escala mundial ainda não iniciaram as operações aqui", diz o presidente da ABPD, Paulo Rosa.
O pioneiro no streaming de áudio no Brasil é o Sonora, lançado há quase cinco anos pelo grupo Terra e que hoje detém 40% do mercado de música digital no País. O negócio cresceu 40% neste ano e deve se expandir mais 30% em 2012, segundo o diretor-geral do Terra, Paulo Castro. O Sonora tem 5,5 milhões de visitantes únicos por mês e 450 mil assinantes - que pagam uma mensalidade média de R$ 20.
"A multiplicação dos dispositivos para ouvir música dá uma vantagem aos serviços de streaming em relação ao download. As pessoas não precisam mais transferir seus arquivos para acessar sua playlist", afirma Castro. Para ampliar o acesso ao serviço, o Sonora lançou uma versão para tablets e colocará no ar ainda neste ano um aplicativo para TV com internet.
Mas o Sonora deverá enfrentar concorrentes de peso no mercado brasileiro. Grandes players internacionais estudam o lançamento dos serviços no Brasil, muitos deles em parceria com empresas de telefonia móvel.
A Oi saiu na frente e lançou neste mês a primeira parceria com uma empresa estrangeira de música digital, a americana Rdio. Os clientes terão acesso a um portfólio de 12 milhões de músicas a um custo de até R$ 14,90. "A oferta é aberta inclusive para clientes de outras operadoras, mas será um diferencial para a Oi. Poderemos fazer promoções que envolvam esse produto", disse o gerente de serviços de valor agregado da Oi, Gustavo Alvim.
A GVT também utiliza o streaming de música como um diferencial para oferecer aos clientes. Há pouco mais de um ano, a operadora lançou o serviço Power Music Club, que oferece um portfólio de 700 mil canções e 10 mil vídeos musicais de graça para os assinantes de internet rápida. Dos cerca de 1,5 milhão de clientes da banda larga da GVT, 100 mil são usuários do Power Music Club. A GVT pertence ao grupo francês Vivendi, que também é dono da gravadora Universal Music.
"O futuro da música digital é o conteúdo por streaming", afirma Cristiano Salimen, gerente de marketing de produtos da GVT. "Quem tem uma boa conexão de banda larga não precisa ter as músicas na sua máquina." Salimen vê com bons olhos a chegada dos concorrentes internacionais ao mercado brasileiro, porque eles acabam incentivando a demanda por banda larga.
Playlist no celular. A popularização dos smartphones vai aumentar a competição no mercado de música digital. Estimativas das operadoras de telefonia apontam que 70% dos clientes usam o celular para ouvir música. Mas, com a banda larga móvel, eles podem baixar músicas ou acessar suas playlists na rede, sem, necessariamente, comprar as faixas da própria operadora.
A TIM ainda não oferece streaming de música, mas estuda parcerias com empresas estrangeiras para lançar o produto no Brasil, segundo o gerente de serviços de valor agregado da TIM, Flávio Ferreira. "O smartphone muda a relação do cliente com o conteúdo. Os serviços das operadoras passam a competir com outras opções oferecidas na internet. Mas, na área de música, queremos lançar uma solução própria", diz Ferreira. A empresa já é dona da TIM Music Store, uma loja que oferece download de faixas e ringtones - e faturou 39% mais até outubro de 2011 do que em todo o ano passado.
Já a gravadora Som Livre abortou um projeto próprio na área de assinatura para música. Depois de lançar o site Escute em fevereiro, a empresa tirou o portal do ar em maio. "Houve um reajuste na estratégia de música digital da empresa. Preferimos ser fornecedores de conteúdo do que concorrer com os sites que o oferecem ao consumidor", disse o diretor-geral da Som Livre, Marcelo Soares. A empresa foi consultada neste ano por quatro players internacionais do setor que estudam entrar no mercado brasileiro, segundo ele.
"Para as gravadoras, a assinatura é um modelo melhor. Ela permite ter ganho real com a música online, o que o modelo de download não permitiu", disse. O grande entrave para faturar com o download é a pirataria, a verdadeira líder neste mercado.