Com o crescimento acelerado do mercado de fundos de previdência, situações desse tipo são cada vez mais frequentes. Na grande maioria das vezes, o melhor é sacar e arcar com os custos da decisão, que não são baixos. Mas, para ter uma ideia da real dimensão do problema, considere a situação hipotética de uma aplicação feita há um ano, no valor de R$ 100 mil e com taxa de carregamento de 3% sobre o valor dos depósitos.
Os planos de previdência podem ser do tipo PGBL ou VGBL. No PGBL as aplicações são dedutíveis do imposto de renda e os resgates, acrescidos dos rendimentos, são tributados. No VGBL as aplicações não são dedutíveis e o imposto de renda incide apenas sobre os rendimentos.
Além disso, ao fazer a aplicação, você tem que escolher entre duas alternativas de tributação. Uma é a chamada tabela progressiva, onde os valores sujeitos à tributação são somados aos demais rendimentos que você teve ao longo do ano, no momento em que você faz sua declaração anual do imposto de renda. A outra é a chamada tabela regressiva, onde a taxação sobre os valores sujeitos à tributação ocorre exclusivamente na fonte, de acordo com uma alíquota que varia de 35% até 10%, dependendo do prazo da aplicação.
Nos últimos 12 meses, a rentabilidade média dos fundos de previdência foi de aproximadamente 8,25%, inferior aos fundos DI que ganharam 9,75% mas superior à poupança, que rendeu 7,30%. A tributação dos rendimentos das aplicações em fundos DI é feita exclusivamente na fonte, com alíquotas que variam de 22,5% até 15% de acordo com o prazo. Os rendimentos da poupança são isentos.
No curto prazo, para aplicações de até um ano, o investimento em fundos de previdência é, indiscutivelmente, a pior alternativa. No longo prazo, em alguns cenários, os fundos de previdência podem proporcionar melhores retornos que as demais alternativas.
A tabela a seguir resume os resultados da aplicação hipotética de R$ 100 mil, de acordo com as premissas usadas.
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