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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Como é trabalhar com Steve Jobs


Época NEGÓCIOS conversou com o designer alemão Hartmut Esslinger, que ajudou a Apple a criar “computador branquinho”
Por Soraia YoshidaReprodução InternetEm foto de 1984, Steve Jobs apresenta suas criações: homem de visão que nunca diz "não" ao novo
Parecido com uma caixa, o primeiro Macintosh desenhado pelo alemão Hartmut Esslinger caiu no gosto popular. Era 1984 e a Apple ainda era vista como uma startup do Vale do Silício, na California. “Tivemos sorte, Steven Spielberg havia lançado o filme ‘E.T. o Extraterrestre’ e o computador lembrava o ET para muita gente”, contou Esslinger, criador da Frogdesign, em sua passagem pelo Brasil como convidado do MOB Design.
O designer carrega em seu currículo a distinção de ter criado um produto que virou o rumo da Apple. Em 1982, ele assinou um contrato de exclusividade de US$ 1 milhão para criar o visual dos produtos da empresa. Da parceria nasceu o que ficou conhecido como “design Branca de Neve”, os computadores branquinhos que iriam influenciar toda uma geração que descobria as alegrias de ter uma máquina em casa e no trabalho. O design foi aplicado a todos os produtos de 1984 a 1990, começando pelo Apple IIc e pelo Macintosh.Reprodução InternetO designer alemão Harmut Esslinger: "Pessoas criativas não têm escolha. Elas têm que criar"
Durante 12 anos, Esslinger trabalhou de perto com Steve Jobs, primeiro fazendo produtos para a Apple, depois para NeXT, empresa que Jobs criou quando foi destronada da Apple em 1985. O lendário co-fundador da empresa anunciou ontem (24/08) que passou o cargo de CEO para Tim Cook e agora ficará na presidência do conselho. Essa proximidade lhe deu a chance de entender como funciona a mente de Jobs e também o que faz dele o visionário que levou a empresa a se tornar a maior companhia do mundo. Veja a seguir trechos da conversa que Época NEGÓCIOS teve com Esslinger.
Trabalhar com Jobs
Não é divertido trabalhar com Steve Jobs. Não é. Ele é muito duro. Ele exige sempre o melhor.Criativo? Nada dissoSteve Jobs não é tão criativo assim. Ele é um líder de negócios muito inteligente, que entende que quando fizemos isto [criar o primeiro Macintosh] há 30 anos era uma forma de colocar a companhia no topo do jogo. E ele sabia que isso era uma boa coisa. Não era uma coisa orientada em termos de negócios, era orientada em termos humanísticos.O segredo
Quando Jobs viu meu primeiro design, ele disse “é muito simples”. Mas aí eu respondi: "Você tem que fazer milhões desses. A produção atual não funciona. É cara demais e está nos matando. E também não é bom”. Aí ele me disse "ok, continue trabalhando nisso". Foi uma decisão inteligente. E eu tenho que dizer que ele também foi generoso em me deixar prosseguir com uma coisa que ninguém mais dentro da companhia apoiava. Só o que diziam era "é melhor parar, não é por aí". E acho que esse também é o segredo dele. As pessoas podem trazer qualquer ideia para ele que ele certamente vai olhar. Não existe um não imediato. Ele sempre diz: vou olhar, me explique como funciona.Sigam-me os bonsSe você quer ser Apple, tem que ser o melhor. Isso é uma coisa boa sobre a empresa: ela não faz as coisas pela metade. É como em futebol. Se você não é um jogador bom, que esteja bem preparado fisicamente, você vai jogar 20, 30 minutos. Você tem que ser bom para jogar 120 minutos. Se você quer ser Apple, tem que ser o melhor. Um dos meus amigos desenhou a interface do iPad e do iPhone. Não estava do jeito que ele queria, mas todo mundo insistia que tinha de ser assim. Ele estava contrariado, queria sair e por causa disso, de alguma forma, conseguiu cinco minutos com Steve. E aí ele disse “Pronto, Steve, está aqui o que eu criei, eu não quero isso, é uma porcaria. Esta companhia é uma porcaria, a Apple é uma porcaria. Eu estou indo embora”. Aí Steve virou e falou: “Eu quero o seu produto. Quero que você faça do seu jeito para mim”. Só que para fazer do jeito diferente, havia a necessidade de um investimento multimilionário que precisava ser feito até o produto chegar ao nível de apresentação. E Steve bancou o risco. E esse é o ponto. Ele confia nos outros. Faz questão de se cercar das melhores pessoas do mercado para que possa confiar nelas. Assim, mesmo que seja algo que ele não goste inicialmente, ele sabe que algo bom vai sair dali.
Bom para a concorrênciaUma vez, um funcionário fez uma apresentação de marketing para Steve. E... não era nada boa. Na hora eu pensei: Steve vai ficar furioso, despedir o cara, chamar advogado, algo assim. Ele ficou calmo, ouviu tudo. No final, disse: “Boa apresentação. Eu sugiro que você vá para a IBM, que eles vão te contratar na hora”. Em outras palavras, ele foi despedido naquele momento. Uma outra vez, alguém apareceu dizendo: “Eu tenho um segredo”. E ele: “Guarde para você, adeus”. Essa postura é muito interessante no Steve.  

Reprodução Internet
O lendário Apple IIc, que se encontra no Whitney Museum, e o protótipo "Branca de Neve" que direcionou a linguagem visual da empresa: criações de Hartmut Esslinger


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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Empresas de informação e comunicação lideram faturamento em serviços


As empresas de informação e comunicação foram as que faturaram mais dentro do setor de serviços em 2009, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta sexta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados são de 2009, mas só foram liberados agora pelo IBGE.
O segmento --que inclui as áreas de telecomunicações, tecnologia da informação, serviços audiovisuais, edição, agências de notícias e serviços de informação-- teve receita operacional líquida de R$ 214,44 bilhões em 2009, o que representa 28,76% da receita total das empresas de serviços não-financeiros (a pesquisa exclui bancos, por exemplo). O segmento foi puxado pela receita das companhias de telecomunicações.
A receita operacional líquida mede a diferença entre a receita bruta e o pagamento de impostos, abatimentos, descontos e vendas canceladas.
Em 2009, as 918.200 empresas de serviços não-financeiros do país geraram uma receita operacional líquida de R$ 745,39 bilhões. Elas empregaram 9,7 milhões de pessoas e pagaram R$ 143,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.

Serviços de informação e comunicação

Dentro do segmento de empresas de informação e comunicação, a atividade de tecnologia da informação destacou-se no número de empresas (67,3%), de pessoas ocupadas (49,6%) e no total de salários, retiradas e outras remunerações pagas (50,15%).
Por outro lado, as empresas de telecomunicações --em geral, de grande porte e intensivas em capital-- foram responsáveis pela maior parcela da receita operacional líquida desse segmento (59,7%).

Destaque para a região Sudeste

As empresas de serviço da região Sudeste destacaram-se em todas as variáveis pesquisadas pelo IBGE em 2009. Elas foram responsáveis por 66,4% da receita bruta de prestação de serviços em todo o país; 60,7% do total de pessoas ocupadas; 67,2% da massa de salários e outras remunerações pagas; e por 60,2% do número total de empresas.

Mais empresas X mais empregos

O maior número de empresas foi encontrado no setor de serviços prestados às famílias, com 288.286 empresas, ou 31,4% do total. Essas empresas são, em sua maioria, de pequeno e médio porte.
Até por isso, o primeiro lugar na geração de empregos ficou com outro segmento: o de serviços profissionais, administrativos e complementares, que ocupou 3,89 milhões de pessoas –o que representa 40,2% do total.

IBGE classificou serviços em sete segmentos

O estudo avaliou empresas de serviços empresariais não-financeiros, divididas em sete segmentos:
1) serviços prestados principalmente às famílias: alojamento; alimentação; atividades culturais, recreativas e esportivas; serviços pessoais; e atividades de ensino continuado;
2) serviços de informação e comunicação: telecomunicações; tecnologia da informação; serviços audiovisuais; edição e edição integrada à impressão; agências de notícias e outros serviços de informação;
3) serviços profissionais, administrativos e complementares: serviços técnico-profissionais; aluguéis não imobiliários e gestão de ativos intangíveis não financeiros; seleção, agenciamento e locação de mão de obra; agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de turismo; serviços de investigação, vigilância, segurança e transporte de valores; serviços para edifícios e atividades paisagísticas; serviços de escritório e apoio administrativo; outros serviços prestados principalmente às empresas;
4) transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: transportes e serviços auxiliares aos transportes; correio e outras atividades de entrega;
5) atividades imobiliárias: compra e venda de imóveis próprios; intermediação na compra, venda e aluguel de imóveis;
6) serviços de manutenção e reparação: manutenção e reparação de veículos automotores; manutenção e reparação de equipamentos de informática e comunicação; manutenção e reparação de objetos pessoais e domésticos;
7) outras atividades de serviços: serviços auxiliares de agricultura, pecuária e produção florestal; serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar; esgoto, coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Uso correto do marketing sensorial pode ajudar a vender mais



Com a ajuda de consultorias ou de maneira empírica, lojas apostam nos cinco sentidos humanos para ganhar mais dinheiroPor Heloiza Camargo





66,7% dos consumidores da rede de nuts glaceados Nutty Bavarian são atraídos pelo cheiro das nozes, avelãs e amêndoas sendo assadas na hora

A música ambiente de uma loja ou o cheiro que os clientes sentem ao entrar nela podem não ser por acaso. Muitas vezes, o que está por trás disso é a aplicação do marketing sensorial, uma estratégia que visa despertar os cinco sentidos do consumidor para vender mais. Esse tipo de ação faz o cliente associar a marca a uma sensação boa, o que o leva a comprar mais, explica Marcelo D´Emidio, chefe do departamento de marketing e pesquisa da graduação da ESPM.




Segundo D’Emidio, o conceito do marketing aliado aos cinco sentidos chegou ao Brasil há cerca de quatro anos e as primeiras unidades a adotá-lo foram lojas conceito, aquelas em que o principal objetivo é transmitir a identidade da marca, sem necessariamente vender o produto em si. Depois, os varejistas perceberam que mexer com os sentidos poderia ser bom para os negócios e adotaram alguns princípios dessa estratégia nos pontos de venda convencionais. D’Emidio acredita que qualquer negócio feito para o consumidor final (B2C) pode se valer do marketing sensorial.




Para mostrar como um mesmo sentido pode ser trabalhado de maneira diferente em lojas conceito e tradicionais, D’Emidio dá um exemplo: “Enquanto na primeira você opta por um som ambiente que de alguma forma transparece a identidade da marca (mais lento ou mais urbano, por exemplo), na unidade convencional a música escolhida é aquela que aumenta o consumo, sem ter necessariamente alguma ligação com a marca.”




Com o crescimento do uso do marketing sensorial no varejo, aumentou também o número de consultorias especializadas em implantá-lo. “A consultoria traz conhecimento científico e pesquisas embasadas, que ajudam na hora de decidir em qual sentido do cliente a empresa deve investir. Há, porém, empreendimentos que aliam os sentidos às suas marcas de maneira empírica, como as padarias e docerias. Afinal, é quase óbvio que o cheiro dos alimentos ali servidos atrai mais gente”, afirma D’Emidio.




A rede de nuts glaceados Nutty Bavarian é um exemplo de empresa que aplica o marketing sensorial de forma empírica. Com um faturamento de R$ 18 milhões em 2009 e meta de atingir 130 pontos de venda nos próximos anos em todo o país, com foco no Rio de Janeiro e Santa Catarina, a franquia tem no marketing sensorial o seu principal motivador de vendas.




Numa pesquisa realizada pela empresa com pouco mais de 300 frequentadores de shoppings, 66,7% deles afirmaram ter sido motivados a comprar os produtos da Nutty Bavarian quando sentiram o cheiro das nuts glaceadas. O estudo mostrou ainda que a primeira sensação que vem à cabeça das pessoas quando elas pensam na marca é o odor adocicado das nozes, avelãs e amêndoas. “O produto feito na hora exala um aroma que atrai os clientes e cria uma identidade que é quase tão forte quanto a imagem de nossos quiosques. E isso sem precisar borrifar essências nos pontos de venda, como fazem muitas redes”, conta Adriana Auriemo, responsável pela criação da franquia no país


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domingo, 28 de agosto de 2011

Estratégia/Gestão:A luta pela sobrevivência


Histórico do empreendedor, rede de relacionamentos ou gestão do negócio: qual desses fatores pode prolongar o tempo de vida de uma startup? Estudo realizado pelo Insper com 1.961 empresas de São Paulo mostra como é possível aumentar as chances de sobrevivência do seu empreendimento

Elisa Corrêa

Por que uma empresa nascente é mais bem-sucedida do que outra? O que faz com que consiga sobreviver aos primeiros anos de vida? Quais são os fatores que podem prolongar sua existência? Foram essas perguntas que levaram o professor do Departamento de Estratégia e Organizações do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Fabio Mizumoto, e mais quatro colegas, a realizar a pesquisa “A sobrevivência de empresas nascentes no estado de São Paulo: um estudo sobre capital humano, capital social e práticas gerenciais”, publicada recentemente na Revista de Administração da Universidade de São Paulo (Rausp).

“Existem muitos estudos internacionais que levam em conta as habilidades do empreendedor e sua rede de relacionamentos”, diz Mizumoto. “Mas faltava uma pesquisa brasileira que incluísse as práticas gerenciais, mostrando como esses três fatores, juntos, influenciam a sobrevivência dos negócios.” Foram analisadas 1.961 empresas abertas e registradas na Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) entre os anos de 1999 e 2003. Os empreendedores responderam a perguntas relacionadas ao capital humano (competências e habilidades do empreendedor, desenvolvidas ao longo dos anos), capital social (os recursos ligados à rede de relacionamentos do empresário) e práticas gerenciais (ações adotadas após a abertura da empresa).

A primeira conclusão não chega a surpreender: nenhum fator, sozinho, determina o sucesso ou o fracasso de uma startup. Mas, na hora H, o item mais decisivo são mesmo as práticas gerenciais. “Para os empreendedores que estão passando por dificuldades, trata-se de uma boa notícia: significa que é possível compensar o baixo capital humano ou social com a adoção de novas práticas gerenciais, que podem ser aprendidas em cursos rápidos”, diz o professor. Ainda dentro do quesito gestão, o estudo mostrou que leva vantagem quem consegue antecipar acontecimentos e seguir de forma persistente seus objetivos. “Mas ser persistente não significa ser intransigente. O empreendedor precisa estar atento às mudanças”, afirma Mizumoto. Engana-se quem acha que ter uma grande empresa como concorrente é uma sentença de morte. Ao contrário: esse fator tende a reduzir o risco de fechamento. “A dificuldade faz com que os empreendedores se preparem mais. Eles inovam mais e costumam ser mais eficientes”, diz Mizumoto.

Em relação ao capital humano, ficou claro que preparação é fundamental: o risco de falência para o empreendedor que gastou só cinco meses planejando o negócio é 98% maior do que o risco de quem gastou mais de um ano se preparando. No quesito capital social, um dado curioso: ter um empresário na família pode aumentar as chances do seu negócio. De acordo com a pesquisa, quem tem entre os familiares donos de empresas parecidas tem mais probabilidade de sobreviver. “A possibilidade de esse empreendedor fracassar é 38% menor do que a de um empresário sem esse tipo de conexão”, diz o professor. “Vale ressaltar que a pesquisa se concentrou na sobrevivência da empresa. Seria interessante saber como esses fatores afetam o retorno econômico, por exemplo.”
>>> O risco de falência para quem se preparou por apenas cinco meses é 98% maior do que para quem gastou mais de um ano elaborando um plano de negócios

>>> Quem tem um familiar que atua como empresário no mesmo setor tem uma chance de fracassar 38% menor do que empreendedores sem esse tipo de conexão

Fonte: Insper

sábado, 27 de agosto de 2011

IBGE mostra onde estão os melhores salários no setor de serviços


As empresas de transporte foram as que pagaram melhor em 2009, na média, dentro do setor de serviços. Pelo segundo ano seguido, os profissionais das empresas que transportam materiais por tubulações foram os mais bem remunerados. Os dados constam da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

SALÁRIO MÉDIO MENSAL

AtividadeSalário médio mensal (em salários mínimos)
Transporte de gás e óleo por dutos18,2
Transporte aéreo7,9
Transportes ferroviário e metroviário7,3
Telecomunicações6,9
Transporte aquaviário6,5
Tecnologia da informação5,8
Serviços audiovisuais5,8
Serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar4,9
Edição e edição integrada à impressão4,4
Correio e outras atividades de entrega4,0
Armazenamento e atividades auxiliares de transportes3,5
Compra e venda de imóveis próprios3,5
Agência de notícias e serviços de informação3,2
Transporte rodoviário de passageiros2,3
Transporte rodoviário de cargas2,2
Serviços de alojamento1,7
Alimentação1,4
  • Fonte: PAS-IBGE 2009
As empresas de transporte dutoviário (que levam gás ou óleo por tubulações) pagaram um salário médio mensal de 18,2 salários mínimos em 2009 (equivalente a R$ 9.919 hoje). Em 2008, era de 18,7. Apesar dessa pequena queda, o valor continua bastante acima dos registrados nos demais segmentos de serviços medidos pelo IBGE.
Em seguida, aparecem o transporte aéreo (salário médio mensal de 7,9 salários mínimos) e os transportes ferroviário e metroviário (7,3).
Para se ter uma ideia, os serviços de alimentação pagaram um salário médio mensal de 1,4 salário mínimo em 2009. Mesmo a rica indústria de telecomunicações pagou uma média de 6,9 salários mínimos mensais.
O transporte dutoviário é responsável pelo transporte de materiais --como petróleo, combustíveis, gás natural e minério de ferro-- por dutos.
Com apenas oito empresas atuando no setor em 2009, o segmento exige uma mão de obra extremamente qualificada, que se beneficia com maiores rendimentos. Para o economista do IBGE Claudio Telles, esse segmento registra valores absolutos bastante elevados devido a essa especificidade.
Essa modalidade vem se revelando uma das formas mais econômicas de transporte para grandes volumes, especialmente quando comparada com o transporte rodoviário e ferroviário.

IBGE classificou serviços em sete segmentos

Segundo a Pesquisa Anual de Serviços 2009, 918.200 empresas de serviços não financeiros do país geraram uma receita operacional líquida de R$ 745,39 bilhões nesse ano. Elas empregaram 9,7 milhões de pessoas e pagaram R$ 143,5 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações.
O estudo avaliou empresas de serviços empresariais não financeiros, divididas em sete segmentos:
1) serviços prestados principalmente às famílias: alojamento; alimentação; atividades culturais, recreativas e esportivas; serviços pessoais; e atividades de ensino continuado;
2) serviços de informação e comunicação: telecomunicações; tecnologia da informação; serviços audiovisuais; edição e edição integrada à impressão; agências de notícias e outros serviços de informação;
3) serviços profissionais, administrativos e complementares: serviços técnico-profissionais; aluguéis não imobiliários e gestão de ativos intangíveis não financeiros; seleção, agenciamento e locação de mão de obra; agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de turismo; serviços de investigação, vigilância, segurança e transporte de valores; serviços para edifícios e atividades paisagísticas; serviços de escritório e apoio administrativo; outros serviços prestados principalmente às empresas;
4) transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: transportes e serviços auxiliares aos transportes; correio e outras atividades de entrega;
5) atividade imobiliárias: compra e venda de imóveis próprios; intermediação na compra, venda e aluguel de imóveis;
6) serviços de manutenção e reparação: manutenção e reparação de veículos automotores; manutenção e reparação de equipamentos de informática e comunicação; manutenção e reparação de objetos pessoais e domésticos;
7) outras atividades de serviços: serviços auxiliares de agricultura, pecuária e produção florestal; serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar; esgoto, coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Consumidor deve reajustar orçamento em épocas de instabilidade econômica


SÃO PAULO – Em épocas de instabilidade econômica e possível crise financeira  o consumidor precisa reajustar seu orçamento e, como primeiro passo, deve fazer uma análise detalhada dos elementos que mais impactam sua renda mensal. 
De acordo com o professor da InvestEducar, Márcio Rodrigues, em momentos de incertezas é importanteque as pessoas entendam seu perfil de consumo, para que, com esse dado em mãos, consigam traçar um plano reativo. Vale lembrar que direta ou indiretamente todos são afetados  pela crise, seja por conta inflação, do aumento dos juros ou por riscos inerentes aomercado de trabalho. 
Como está sua carreira?No caso do mercado de trabalho, é regra que crises econômicas trazem instabilidade nos empregos. Se aumentam as chances de perder o emprego, é hora de começar a poupar para não ser pego de surpresa. Esse também é um bom momento para fazer uma avaliação de sua carreira, no sentido de entender se ela está caminhando de forma sustentável. 
Para perder o emprego, basta estar empregado, certo? Porém, quanto mais garantias o profissional tem de que sua carreira está sendo desenvolvida de forma sustentável, menor é o risco de ficar desempregado de uma hora para outra ou de enfrentar dificuldade para encontrar uma nova posição, inclusive em tempos de instabilidade econômica. Portanto, é importante refletir: como está sua carreira?
Compromissos de longo prazoSe o plano era, em alguns meses, realizar uma compra grande, como de um carro ou de um imóvel, que contaria com financiamento como forma de pagamento, é melhor adiar a aquisição, opina Rodrigues. Momentos econômicos “nebulosos” não são favoráveis para contrair financiamentos, principalmente para aqueles que já assumiram dívidas e precisam arcar com as parcelas.
O educador financeiro e sócio-fundador da Mais Ativos, Álvaro Modernell, compartilha da mesma opinião e recomenda enfaticamente que os consumidores evitem dívidas. “A principal atitude em momentos de incertezas, com possíveis apertos na economia, é ficar longe das dívidas”, aconselha.
Se evitar as dívidas deverá pautar o comportamento das famílias ao estabelecer seu planejamento financeiro, na outra ponta, é necessário iniciar uma acumulação de capital. De acordo com o professor da Escola de Economia da FGV-SP, Samy Dana, poupar é importante por dois motivos. Em primeiro lugar, para enfrentar possíveis aumentos de preços e eventual perda de emprego, já que em épocas incertas, tudo pode acontecer.
Em segundo lugar, acumular recursos permite que, caso haja realmente uma crise, os indivíduos possam aproveitar as oportunidades decorrentes dela. Na prática, a crise traz redução do consumo, mas, por outro lado, estimula o comércio a oferecer descontos e ofertas que não fariam em tempos “tranquilos”. Assim, “quem tiver dinheiro, vai poder aproveitar melhor”, observa Dana.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Cinco regras para um networking eficiente


networking é uma estratégia para a geração de novos negócios que é usada de diferentes formas desde a invenção da economia. Impossível de ser traduzida ao pé-da-letra, a palavra embute o sentido de fazer da rede de relacionamentos profissionais um instrumento. De fato, pode ser uma ferramenta de marketing efetiva e barata, desde que usada corretamente. Muitos empreendedores, no entanto, não conseguem os resultados esperados por falta de conhecimento sobre as regras desse “jogo”, e acabam afastando em vez de atrair clientes e parceiros.  Para não perder a oportunidade de formar parcerias e conquistar mais clientes, veja as cinco dicas de Matthew Toren, do portal norte-americano Young Entrepreneur, para fazer um networking que de fato dê uma guinada na sua empresa.
1-Seja genuíno e autêntico
As pessoas gostam de fazer negócios com pessoas de quem gostam, e ninguém gosta de falsidade. Não importa o quão bom você seja, ou quão incrível seu produto seja, não vai importar se os seus futuros clientes e parceiros pensarem que você está escondendo algo. Seja honesto com quem você é de verdade, represente corretamente a sua empresa e construa relacionamentos genuínos com as pessoas com quem se conecta. A autenticidade vai fazer com que se destaque dos outros e deixar uma boa impressão que vai encorajar as pessoas a quererem fazer negócios com você.
2-Escute mais e fale menos
Você já deve ter conhecido uma pessoa que fala muito de si próprio. E deve se lembrar também como isso é desagradável. Na hora de fazer networking, a sua missão é não é provar o quanto você e a sua empresa são legais, mas sim identificar o que há de comum entre você e as pessoas com que se comunica, além de descobrir como você pode estabelecer um relacionamento com elas.  No próximo encontro, você deve ter algum assunto para retomar e seguir construindo um relacionamento.
3- Leve somente cinco cartões de visita para cada encontro
Muitos especialistas podem discordar desta estratégia, mas vai entender o que queremos dizer se você se lembrar de alguns encontros ou eventos passados, quando levou de volta para casa uma pilha de cartões. De quantos deles você se lembra? Com quantos fechou negócios? Cinco cartões são suficientes, porque networking serve para construir relacionamentos de verdade. Por isso, reserve os cartões para aquelas pessoas com quem você se conectou realmente.
4- Não seja “aquela pessoa”
Não seja aquele empreendedor que vai de um em um em um evento distribuindo seu cartão. Esse tipo de pessoa interrompe conversas para dizer quem é e por que você precisa conhecê-lo. E antes quer você tenha uma chance de responder, ela parte para a próxima vítima. Já viu isso, não? Então não seja essa pessoa.
5 – Aproxime-se dos organizadores do evento
A pessoa mais importante do evento é aquela que reuniu os participantes. Procure o organizador, respeitosamente, inicie uma conversa e estabeleça uma conexão. Um bom líder vai apontar você na direção de algumas pessoas-chaves que considera importante você conhecer. E faça a sua parte, indicando eventos desse organizador para outros empreendedores.

Inadimplência das empresas permanece estável em 3,8% em julho


SÃO PAULO – A inadimplência das empresas permaneceu em julho no mesmo patamar verificado ao longo dos últimos meses, em 3,8%.
Na comparação com junho, a taxa verificada no mês passado foi a mesma. Já frente ao mesmo mês do ano passado, houve uma leva alta de 0,2 ponto percentual, segundo dados da Nota de Política Monetária e Operações de Crédito, divulgada nesta quarta-feira (24) pelo Banco Central.
Já as dívidas vencidas (com atraso entre 15 e 90 dias) representaram 2,2% do total das operações, índice 0,1 ponto percentual acima do verificado um mês antes e 0,7 ponto percentual maior que o verificado em julho de 2010.
Hot money na liderançaDentre as modalidades de crédito analisadas pelo BC, a maior inadimplência no mês passado ficou com Hot Money, com taxa de 9,7% na inadimplência. Já a linha Vendor apresentou uma taxa de 0,1% na inadimplência.
Na tabela abaixo, é possível avaliar as taxas de inadimplência e de dívidas em atraso em junho e no mesmo mês do ano anterior:
 Julho de 2010Julho de 2011
OperaçãoAté 90 diasMais de 90 diasTotalAté 90 diasMais de 90 diasTotal
Hot Money
2%
4,7%6,7%0,9%9,7%
10,6%
Desconto de Duplicata1,3%
8,4%
9,7%1,4%8,6%10%
Desconto de Promissória1,1%5,8%6,9%
2,9%
5,2%8,1%
Capital de Giro2%3,3%5,3%2,3%3,6%5,9%
Conta Garantida1,4%4,6%5,7%1,6%4,9%6,5%
Aquisição de bens3,3%3%6,3%3,8%2,5%6,3%
Vendor0,1%0%0,1%0,3%0,1%0,4%
Adiantamento sobre contrato de câmbio0,6%0,9%1,5%0,4%0,7%1,1%
Repasses externos2,1%1,9%4%0,2%0,1%0,3%
Financiamento, importações e outros1,3%0,7%2%1,1%0,6%1,7%
Total
1,9%
3,6%5,5%2,2%3,8%6%
Fonte: Banco Central